sábado, 10 de setembro de 2016



Afastem-se quando tenho saudades
Porque as sinto por todos ao mesmo tempo.




Amanhece na minha mente
E a luz que me acompanha esvaece
A noite foi longa
E com prejuízo adormeço




O Mundo está entupido
com a contemporaneidade do caralho




Não há salvação porque a rejeito.


As pessoas procuram-se no desespero




Já não há um sentimento
Finjo que me esqueci
Mas pouco é o esforço
Para me lembrar





O ter que
Tira a espontaneidade
A obrigação tira a tesão.




Não quero entrar nesse silêncio
Já sei o que me espera
Mas só sei quando já entrei.




No céu indefinido

Vendo nuvens desfazerem-se

Opino sobre verdades que desconheço

Compreensões que não me chegam

Olho em redor e escolho.




Vou criando teorias

Todas elas falíveis

Não sou nenhum Einstein

E esta teoria é verdadeira.


Não fazes ideia do que fazes
Sem saber
Sem saber tu fazes



Tenho a vida presa no estendal à espera que seque.
(mas está a chover desde que nasci)




Gasto os dias de inverno
na tua mão macia
do cotovelo ao sovaco
passo na floresta
Abro a porta 
Buracos negros
Cicatrizes
Linhas rectas e curvas
Novelos de arame farpado
escondem maciços
de ferro forjado.

Manchas negras na pele
Intransponíveis
Não são borrões
Não são imperfeições
São ocasiões.

Não há miragens.
Nem ilusões.
Há galáxias e corações.





Quem sou eu
Estrela a brilhar
Na podridão



Não tenho certezas

Quando se ama as certezas caem
Nada mais importa

Não sabes como fazer
Como atuar
O que é certo e errado
Experimentam-se teorias
Analisa-se cada palavra
Como um dogma
Para logo a seguir esquecer
E voltar a pôr no novelo
Como duvida aberta


O meter na cabeça que tenho
Tenho que ser assim
Tenho medo
E se não for assim
Como tenho que ser


Qual a proximidade ideal. O que é o perto e o que é o longe e qual o tempo antes de estragar?
Por uns segundos ou o resto da vida. Quem tem as respostas do destino?

Será que se as escrever viram verdades absolutas.


Sou indisciplinada. 
Salto de um tema para o outro que tento pôr ordem
perco-me no labirinto das ideias desconectadas

escrevo assim. Coisas pessoais para já.
Estou em cada palavra.



Em cada frase está contido o meu medo de pensar e viver.

Escrevo sobre o agora, 
é vazio demais.


As palavras são muito importantes não para quem as escreve, pois ficam vazias. Mas para quem as lê. Ressoam qualquer memória uma emoção.



escrevo em continuo não quero mais parar vou continuar até os dentes me caírem já não tenho necessidade de comer nem de beber a partir de agora vou escrever em continuo tenho uma caneta de tinta permanente e um caderno de cabedal que vai durar mais tempo que os meus ossos.
Estou pronta.


O sexo é imperfeito, privado e pessoal.


Liberta-te do peso das desilusões.
Tristezas e felicidades. Não percas tempo com o pó.


Será que vemos o que somos?

Ignoramos as partes estúpidas da nossa existência
e continuamos como se não fosse nada
  
As contradições cansam-me
Os meus espelhos cansam-me

Obsessão em contentar o impossível.



Levo as coisas ao limite.
No desconforto continuo.
Quando esgoto possibilidades avanço.



Ninguém se pode encontrar se não se perder.
É na repetição que descobrimos quem somos.



momentos de mudança e transformação que se vão construindo lentamente
um dia há,
que acontece tudo de uma vez.




As palavras mudam vidas.