quinta-feira, 25 de junho de 2015

Um fim

silêncio não oportuno que se instala
entre bocas sem compaixão
em noites de fim de verão

cruel despedaçado
espalha-se o som do adeus guardado nas nuvens
e descruzam-se as almas nas folhas d'outono.













sábado, 13 de junho de 2015

Invisível



homem ou mulher?
perto ou longe?


já não interessa
focado ou desfocado
mostras-te e não te vejo


são os mamilos
é a porta de saída
foste usado ou
estás seguro


o preto e o branco
yin e  yang
as eternas voltas
renascimentos
do fundo à tona
só o mundo avança


tocas-te
sai cinto e calças
fica pele desnuda
como-te e arroto
tal tamanha a ternura