terça-feira, 24 de novembro de 2015

marcas na memória. .orgasmos da pele.

sai
som de metal
de dentro da carne
ricocheteado
nas palavras
dos tecidos rasgados
marcas na memória
.
.orgasmos da pele.





Achadas



carícias de cabelos aos metros
nos ventres
sedentos de bocas
com toques seguros
de certezas
sem desistências







Nua



Nua escorre silêncios no sangue
até ao lugar mais baixo
surreal o tempo pára
não se mexe.

Olha Pessoa com rastos de água
- Olá
 mas não sai palavra.

Pessoa agarra-lhe o braço
- Não vás. Por favor não vás
- Então bate-me
- Não posso
- Então deixa-me ir
- Não posso

Sente estalo na cara cabelos colados á face
-Afinal consegues

Ouve mão balançada noutra face
PAF

E murmurando gemidos,
Nua,
entra nos lábios,
na língua
e nos dentes
de Pessoa.