O mau torna-se bom
Uma carta para o G.
Uma cruzinha que eu carrego aos ombros
Por vezes pesa mas é um peso que sabe bem
Que se mo tirassem sentir-me-ia mal
Por vezes é leve e voa comigo também
Há de estar comigo para todo o sempre
Quer queira quer não.
Tornou-se inseparável da minha pessoa
Faz parte de mim de quem eu sou hoje.
Às vezes desaparece e não sei onde está mas acaba sempre por
voltar.
Às vezes é má e faz feridas
Outras é boa e faz festinhas
Umas vezes arranha outras faz cocegas e meiguices
Às vezes quero ver-me livre dela.
Nunca para todo o sempre porque é impossível mas até passar
a dor
Outras quero agarrá-la e vê-la sempre para não esquecer.
Sonho com ela acordada, a dormir o sonho a pesá-la...
Ainda gosto dela apesar de tudo.
Há cruzes que carregas com orgulho,
Não sei se é destas.
Ainda a sinto
Há outras que já são memórias boas
(carrego-as com o mesmo cuidado às vezes (mais do que outras).
O J. é uma dessas
Que bom J. obrigado
Foste um amor
A Inês!
O P. é um mistério
E é bom assim
02-01-2002
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