Nua escorre silêncios no sangue
até ao lugar mais baixo
surreal o tempo pára
não se mexe.
Olha Pessoa com rastos de
água
- Olá
mas não sai palavra.
Pessoa agarra-lhe o braço
- Não vás. Por favor não
vás
- Então bate-me
- Não posso
- Então deixa-me ir
- Não posso
Sente estalo na cara cabelos
colados á face
-Afinal consegues
Ouve mão balançada noutra
face
PAF
E murmurando gemidos,
Nua,
entra nos lábios,
na língua
e nos dentes
de Pessoa.
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